EVOLUÇÃO
CONSCIENCIAL
A
ciência, apesar de seu grande desenvolvimento dos últimos
anos e criada para oferecer ao homem conforto, paz e felicidade,
não foi capaz de fazer o homem conquistar a paz, a
felicidade e, principalmente, o amor. Ao contrário,
despertou um mundo dominado pelo egoísmo, crueldade,
miséria, fome, opressão, guerras, destruição
indiscriminada da natureza e descaso pelos verdadeiros valores
do ser. O conhecimento, tal como é hoje, sufoca a sabedoria
e se impõe desastrosamente a ela.
O homem de hoje, após o desenvolvimento do seu raciocínio
e intelecto, está em busca de novos vôos. Deseja
agregar valores à sua consciência, que é
a sua verdadeira essência.
A razão intelectual é frágil diante do
processo evolutivo da consciência. É da nossa
natureza desenvolvermos as nossas capacidades emocionais.
É preciso integrar conhecimento e sentimento.
De que adianta dominar um mundo tecnológico e integrado
se sou incapaz de compreender e amar os meus familiares? Se
sinto medo e raiva com freqüência? Se não
tenho autoconhecimento suficiente para ser feliz.
Temos progresso técnico sem um progresso psicológico
equivalente e, por este motivo, há um estado de desequilíbrio.
Chegou o momento de assumirmos a responsabilidade com a nossa
própria evolução. Os motivos das nossas
frustrações e tristezas não estão
nos problemas diários, nem em nossos pais ou filhos
e nem na política. Estão dentro de nós.
Somos responsáveis pelo modo que reagimos aos fatos
da vida.
Na nossa caminhada evolutiva temos dificuldade em modificar
antigos padrões de comportamento. Temos o mau hábito
de insistir em nossos erros e muitas vezes apenas situações
traumáticas são capazes de nos fazer enxergá-los.
O universo percebe o nosso desequilíbrio e nos proporciona
situações que nos dão a oportunidade
de fazer diferente do que sempre fizemos. Se tenho dificuldade
de perdoar mais situações em que o perdão
é necessário surgirão na minha vida,
Se não tenho paciência, o mundo me fará
esperar até que esta se desenvolva dentro de mim. E
assim por diante.
Temos muitos defeitos: egoísmo, vaidade, orgulho, tristeza,
mágoa, inveja e muitos outros. Estas características
são as nossas imperfeições que poluem
a nossa consciência e a nossa vida. É chegada
a hora de abandonarmos velhos vícios. É hora
de lembrarmos de tudo que somos capazes de desenvolver.
É fácil? Com certeza não é! Mas
é o nosso objetivo principal rumo ao crescimento. Vamos
combater as nossas tendências negativas e investir na
nossa melhor qualidade enquanto seres humanos: a capacidade
de amar e partilhar.
|