A
HARMONIA E OS NOSSOS SENTIMENTOS
Em
nossa vida a Harmonia é proporcional ao nosso grau
de contato com o nosso verdadeiro EU, que sabe das nossas
necessidades e pode nos orientar em nosso desenvolvimento.
A consciência humana perde muitas vezes o foco do seu
centro de equilíbrio, ficando sujeita aos fluxos e
refluxos das ações e reações dos
seres humanos e da natureza, esquecendo que é uma consciência
em evolução.
Estar com a consciência voltada para o mundo externo,
suas pressões e tensões é mantê-la
na periferia de nossa estrutura, região dominada pela
personalidade (persona em latim significa máscara)
ou EU inferior, que assim como nós também está
aprendendo.
O
caminho da personalidade, o caminho das tentativas, que é
escolhido pela maciça maioria da humanidade produz
acertos e erros. Normalmente mais erros que acertos.
Este é o caminho mais difícil de trilhar o caminho
do conhecimento, pois cada fracasso, cada obstáculo
causará sentimentos como dor, frustração
e sofrimento. Tais sentimentos geram a causa mais profunda
de todo o desequilíbrio individual, o pai de todas
as desarmonias e a fonte de todas as doenças: o MEDO.
A dor, a frustração e o sofrimento produzem
o medo. Medo de passar pelas mesmas experiências novamente
e reviver tais sentimentos. Ele bloqueia o nosso movimento,
pois a ação pode causar dor e a paralisia é
a nossa defesa. A estagnação não evita
o sofrimento, somente o mascara, pois não produz crises
agudas, deixando o indivíduo num estado de torpor em
relação ao fluxo da vida.
O medo nem sempre se manifesta claramente. Muitas vezes se
traveste de outros padrões emocionais que desestabilizam
o equilíbrio vital. Existem quatro padrões básicos
filhos do medo: preocupação, tristeza, raiva
e culpa.
A PREOCUPAÇÃO é o medo do futuro. Ocupar
a mente antecipadamente com possibilidades que podem ou não
acontecer, não é, de um modo geral, um padrão
negativo de comportamento. Sofrer como se estas possibilidades
já estivessem acontecendo é que gera tensão,
desgaste desnecessário e a desarmonia do corpo.
A TRISTEZA é o medo de que os nossos sonhos e desejos
não se realizem. Viver de uma forma saudável
significa perseguir a felicidade e aspirar alcançar
o seu propósito de vida. Sonhar é usar a criatividade
para nos libertar dos grilhões que nos prendem aos
trilhos da evolução e voar nos ventos do progresso.
Outra fonte de tristeza é a incapacidade de assimilar
as perdas. É não compreender que a vida se desenrola
em ciclos que exigem trocas. As novas experiências surgem
para ocupar o espaço das antigas. A cada perda passamos
por um período natural de luto, onde avaliamos os fatos
e os assimilamos. Algumas pessoas não conseguem sair
da concha criada pelo luto por medo de futuras perdas. Perdem
a capacidade de sonhar. Deixam, em função de
uma queda, de ousar alçar vôo novamente.
A RAIVA é o medo de ter as nossas expectativas frustradas,
e que os outros façam exatamente aquilo que não
queremos, ou não atendam os nossos desejos. Quando
a raiva nos domina ela estreita a nossa mente e sua percepção,
tornando os pensamentos egoístas, frios, agudos e contundentes.
É a base das ações agressivas. Se contida
gera a amargura, o rancor e o desejo de vingança.
A CULPA é a incapacidade de aceitar as próprias
imperfeições. É a pretensão de
se exigir ser perfeito. Pretensão é o medo que
sentimos de não corresponder à imagem que os
outros tem de nós, ou à expectativa que nós
mesmos fazemos de nossas capacidades.Diante da frustração
de se defrontar com as próprias limitações
o ser humano produz o sentimento de culpa, que nada mais é
do que promover o auto-julgamento, condenação
e punição por não ser perfeito.
Cabe a nós a reflexão sobre os nossos sentimentos
e o desenvolvimento da habilidade de estar em harmonia e de
perdoar a si mesmo e aos outros, sem esquecer que para haver
harmonia e perdão é necessário que exista
o AMOR. |