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HOMEOPATIA PÚBLICA
No
início de 2004, o Ministério da Saúde
reuniu as lideranças envolvidas com a homeopatia para
um seminário de três dias em Brasília.
O objetivo da reunião foi mapear os serviços,
descobrir o número de profissionais, a demanda dos
pacientes e incentivar a prática da homeopatia dentro
dos serviços do SUS, o Sistema Único de Saúde.
O seminário de Brasília pretende iniciar a construção
de uma política nacional das "medicinas naturais
e práticas complementares".
Há pesquisas no Brasil e no exterior que mostram a
satisfação do paciente com a homeopatia: 70%
a 80% deles dizem estar satisfeitos. Um seguimento de dois
anos feito no centro de saúde Paula Souza, de São
Paulo, mostrou que 70% apresentaram melhora de seus sintomas
depois de três consultas.
A satisfação e os bons resultados são
duas das razões que estão levando o serviço
público a dar mais atenção à homeopatia.
A outra toca também o bolso: os remédios homeopáticos
não pagam royalties, são de produção
mais simples e barata e, por isso mesmo, custam menos.
Em Santos, pesquisa com 27 pacientes da rede municipal de
saúde com osteoporose mostrou que a homeopatia e o
tratamento com droga de primeira linha chegaram ao mesmo resultado.
Detalhe: o tratamento convencional custa seis vezes mais que
o tratamento homeopático.
Além de gastar menos com remédio, o fato de
a homeopatia valorizar a escuta e a relação
médico-paciente acaba exigindo menos exames, menos
encaminhamentos a especialistas e reduz as idas ao médico.
É a chegada mais que bem-vinda da homeopatia pública.
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