PSICOTERAPIA PÓS-REICHIANA
Psicoterapia
reichiana, psicoterapia pós-reichiana (por continuar
em transformação após Reich), psicoterapia
corporal ou ainda um nome mais complexo: vegetoterapia caracteroanalítica.
Estes são os termos que usamos para caracterizar uma
modalidade de psicoterapia que inclui o corpo ou, melhor dizendo,
que não exclui o corpo quando trabalhamos as emoções,
os sentimentos, os problemas e as dificuldades da vida, enfim,
quando lidamos com o nascer, o viver e o amar. E o tema principal
desta linha terapêutica é o viver com prazer.
Wilhelm Reich, psicoterapeuta nascido na Áustria em
24 de março de1897, viveu em vários países
e passou os últimos anos de sua vida nos Estados Unidos,
tendo morrido em 1957, aos 60 anos. Foi aluno de Freud e depois
seguiu seu próprio caminho desenvolvendo este trabalho
que tem como base e fundamento de toda a prática, os
sistemas neurovegetativo e neuro-endócrino.
Fala-se muito em terapias corporais hoje em dia, mas nem todas
são psicoterapias. E você sabe a diferença?
Tudo pode ser terapêutico. Desde tomar um chá,
fazer uma caminhada na praia ou na mata, receber uma boa massagem,
até passar por uma consulta médica ou psicológica.
Costumamos chamar de terapias corporais tudo o que envolve
o bem estar das pessoas. Assim, várias modalidades
terapêuticas estão aí incluídas,
até a psicoterapia corporal (e seus outros tantos nomes).
A psicoterapia vai diferir das outras a partir de sua intenção
e prática. Os profissionais qualificados a exercer
esta função são geralmente psicólogos
ou médicos que fizeram uma especialização
nesta área.
E por que trabalhar o corpo em uma proposta psicoterapeutica?
Desde a concepção, toda a nossa história
e acontecimentos de nossa vida estão sendo impressos
no nosso organismo. Estas inscrições vão
dando forma ao nosso corpo. E é precisamente este corpo
marcado que será objeto do trabalho do vegetoterapeuta.
Para conhecer a história emocional do paciente que
muitas vezes ele mesmo desconhece, nos valemos de um instrumento
que é chamado de Leitura Corporal. Não é
nada mágico não! Nada de bater os olhos no corpo
do sujeito e sair contando sua história. É uma
observação delicada e detalhada a partir da
musculatura, coloração da pele e outros sinais
corporais.
Percebe-se, por exemplo, se a energia flui com facilidade
e a postura da pessoa que reflete como ela mostra o seu “eu”
para o mundo. Observamos, também, através desse
instrumento, como é que o paciente comunica seus sentimentos
e como se defende do mundo a sua volta.
Se fazemos uma leitura é porque temos uma linguagem.
E a intenção do vegetoterapeuta, ou terapeuta
reichiano é levar a pessoa a compreender esta linguagem,
a escutar, refletir e escolher o melhor caminho para uma qualidade
de vida superior.
Ouvir o corpo é muito mais fácil do que ouvir
os pensamentos, afinal a mente mente e o corpo sente. E seguindo
as sensações vamos ouvindo se o corpo está
em estado de prazer ou desprazer, de movimento ou estagnação.
Quando a percepção é de que há
estagnação, pesquisamos, ali no corpo, o que
chamamos de couraça, que são as tensões
corporais que prendem as correntes plasmáticas e as
excitações emocionais do nosso organismo. Conhecidas
as couraças, temos elementos suficientes para viabilizar
ao paciente, a descoberta da sua própria história
emocional e a tomada de rédeas da vida futura, em direção
ao crescimento individual constante.
Reich
descreveu sete segmentos de couraça
No
primeiro nível, os olhos, ouvidos e a base
do cérebro (nuca). Distúrbios neste nível,
que está relacionado ao quinto nível, levam
a estados de medo e ansiedade.
No segundo nível, a boca, que tem relação
direta com a pélvis (sexto segmento). Este nível
reflete o prazer da amamentação, o dizer sim
para si mesmo. Tem início, pois, com o movimento da
deglutição.
No terceiro nível, o pescoço. A tensão
neste nível é bastante conhecida pela maioria
das pessoas. Aqui, nosso instinto de conservação
se faz mais presente, mantendo uma forte relação
com o tórax e com o diafragma (a força da respiração).
No quarto nível, o tórax. O tórax
é onde se afirma a identidade e este nível liga
os três primeiros (pré-genitais) com os próximos
três (pseudogenitais).
No quinto nível, o diafragma. Não há
vida sem respiração e esse é o músculo
mais forte do nosso organismo, distribuidor da vida para todo
o corpo.
No sexto nível, o abdômen. Ele permite
a descarga energética, fisiológica do organismo
que se expressa no sétimo nível, a pélvis
por meio do orgasmo.
Mara
Rúbia
é psicóloga clínica e
psicoterapeuta pós-reichiana
Telefones: 232 1415 - 269 6289 9972 0126
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