O ciúme é, em última análise, uma distorção da auto-imagem. Esta visão alterada de si mesmo, que pode ser consciente ou não, estimula a sensação de um perigo ou de uma perda iminente.
Este sentimento, que serviu de inspiração para tantos escritores no decorrer da história, é um grande causador de sofrimento e conflitos.
O que acontece realmente dentro de nós quando nos entregamos a esta sensação?
Surgem emoções dolorosas como raiva, tristeza, medo e humilhação, acompanhadas de reações físicas como taquicardia, falta de ar e dores físicas. Se não contido o ciúme pode levar a ações agressivas, mesmo violentas.
Nós somos o que pensamos a nosso respeito. A nossa imagem física refletida no espelho, o nosso peso, a nossa pele, etc. são apenas ilusão.
O nosso universo emocional, este mundo vasto habitado apenas por uma pessoa, é a nossa realidade. É aí que vivemos e passamos a nossa vida.
Interessante como nos preocupamos com o nosso carro, as nossas roupas, a nossa aparência física e as coisas que possuímos e damos tão pouca importância ao que acontece dentro de nós.
O ciúme só é possível quando não possuímos intimidade, apreço e cumplicidade com nós mesmos. É a confirmação da nossa insegurança e desvalia.
A baixa auto-estima, porta de entrada do ciúme, nos gera sofrimentos permanentes, independentemente dos fatos externos. É viver, literalmente, num inferno.
Como mudar isto?
Reconhecer as nossas qualidades e também os nossos defeitos, combatendo-os, sem desrespeitar os nossos limites, é tarefa difícil e delicada a qual poucos se entregam.
A vida é o resultado das nossas escolhas e, mesmo que pareça, nunca é tarde para nos conhecermos e sermos felizes.